Aqui você encontra a memória das nossas edições anteriores: nossos manifestos, a programação completa, o catálogo de filmes, a curadoria, o júri, os filmes premiados e muitas fotos!
Repare bem, a tesourinha veio anunciar que a água tá vindo!
Foram dois anos de trabalho remoto. Agora, voltamos à vila de Sagarana com a grande tela e atividades presenciais, estimulando a interação do público, novos debates, projetos e propostas formativas em diálogo com a temática audiovisual.
Está no ar o Edital para o #6 CineBaru!
São aceitos filmes curta-metragens com duração máxima de 30 minutos de Bahia, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal para a Mostra Competitiva Regional e também para a Mostra Sertãozin (6 a 12 anos).
O #6 CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema será realizado presencialmente na vila de Sagarana entre os dias 13 e 15 de outubro de 2022 e online aqui no nosso site de 18 a 23 de outubro. Fique ligado!

Neste ano voltamos para casa: Sagarana, a vila-sede do CineBaru que vibra as cores do cerrado, num sertão de veredas vivas e de matas. Esta edição traz algumas novidades: além da nossa Mostra presencial, vamos manter a Mostra Online em nosso site e preparamos algumas ações no território: o Ciclo de Formação em Audiovisual para os alunos do ensino médio da Escola Estadual Major Saint Clair de Sagarana e o CineBaru Itinerante, que vai percorrer parte do território do noroeste mineiro para levar cinema às comunidades vizinhas.
Estamos felizes e gratos por, finalmente, o campinho de Sagarana voltar a ser nosso ponto de encontro, nossa tela grande de encantos. Foram muitos os aprendizados durante as duas edições que fomos levados a trabalhar exclusivamente de maneira remota, dois anos dividindo angústias se o online nos fazia tão feliz quanto o presencial. O formato híbrido se justifica para atender ao público que nos acompanha à distância e que não tem disponibilidade para experienciar fisicamente o Sertão mineiro.
Recebemos nesta edição um total de 124 filmes curtas-metragens que foram cuidadosamente analisados pela equipe de Curadoria. Selecionamos 28 filmes para a Mostra Competitiva Regional e 5 filmes para a Mostra Sertãozin. A programação da Mostra Competitiva Regional está dividida em três noites com a exibição dos curtas-metragens cujos temas transpõem a fronteira do baiangoneiro. São obras sensíveis que refletem sobre nossos caminhos e escolhas, que nos confrontam com a nossa história e com o que temos de mais bonito e ao mesmo tempo doloroso.
Compartilhamos histórias de fé, resistências, afetos e culturas. Heranças ancestrais que nos cobram a enorme responsabilidade de cuidar, proteger e estarmos atentos ao chão que pisamos e à nossa casa, corpo, mãe, terra, arte. Nesse sentido, é importante não esquecermos as origens das coisas, voltarmos ao cerne de nossas ideias, do que nos impulsionou a chegarmos até aqui, mais um ano, mais uma edição. 2022, ano eleitoral em que celebramos o bicentenário da nossa independência. Independência – palavra que pode ter muitos significados. Em 1822, o Brasil conquistou uma independência que significava uma autonomia para a tomada de decisões próprias. Nesses 200 anos, foram diversas as independências conquistadas por meio de movimento de resistência, como a luta das mulheres, do povo negro, dos povos originários, da comunidade LGBTQIA+, entre tantas outras frentes. Agora, em 2022, seguimos em batalha e a nossa maior esperança é uma independência que nos liberte de um governo fascista e genocida e que possa nos apoiar na reconquista de nossa democracia e soberania.
Ao refletir sobre este momento, entendemos que urge repensarmos nossas travessias e colocarmos energia em processos construtivos pela busca de cura e liberdade, ressignificando nossas ações no território, sempre com foco na luta por direitos humanos e culturais. Por isso, não fecharemos os olhos para a violação de direitos conquistados, para a destruição de nossos biomas em benefício de interesses efêmeros e sem senso de humanidade e coletividade.
A curadoria reforçou o olhar para as questões de luta, ocupação e preservação da terra, a mesma que ensina e oferece matéria-prima aos ofícios, a mesma onde construímos nossas tradições e que nos proporciona trabalhar espaços de educação para o amor. É tempo de esperançar e valorizar o poder de transformação desse encontro e daquele abraço há muito esperado, pois, no fundo, o que vale mesmo são os afetos.
Esta edição é uma celebração à amizade e aos frutos de nossas memórias afetivas. E junto com o período das primeiras chuvas no Sertão, voltamos a plantar as sementes, pois sempre é tempo de semear. E seria muito mais fácil aqui falar só sobre cinema, mas o CineBaru nunca foi só cinema. Então, sigamos vivos e fortes! E um viva a tudo que vibra, que nossa estrela esteja sempre à frente, guiando nossos passos no caminho do bem. Viva a democracia!





Gestora Cultural, Social e Ambiental, expertise em elaboração e execução de projetos, articulação e formação em Rede, mobilização e capacitação, fomento em empreendedorismo, governança, desenvolvimento sustentável. Compõe o Coletivo do CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema. Coordenadora do Projeto Paraisópolis Através do Vidro em São Paulo/SP.
Moradora de Chapada Gaúcha-MG. Produtora Cultural, Condutora ambiental no Parque Grande Sertão Veredas, musicista, co-fundadora do Instituto Rosa e Sertão, colaboradora da Revista Manzuá e do CineBaru.
Especialista em Comunicação e Cultura, mestre em Gestão Cultural, relações públicas. Responsável pela Etcetera Produções para projetos ligados à educação e ao desenvolvimento sociocultural. Trabalhou em instituições como o SESC Rio, a Petrobras Distribuidora, a Transpetro e o IPHAN. Desde 2017 é produtora e curadora do CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema, no sertão de Minas Gerais, desenvolvendo também projetos na área de formação audiovisual.
Atualmente vive em Sagarana, cerratense, poeta, sertanejo, educador, arte educador, artista, ex-caminhante do Caminho do sertão, produtor e membro fundador do CineBaru e atual presidente da Associação Cresertão. Tem formação complementar em beneficiamento de produtos extrativistas, turismo de base comunitária, irrigação em sistemas orgânicos e agroflorestais, identificação de plantas e ervas medicinais do cerrado e marcenaria, uso e extração de madeiras do cerrado. Graduando em dança pelo Instituto Federal de Goiás, com interesse nas artes da cena e da linguagem e suas interseções com educação, tradições e meio ambiente.
Mineira, artista visual, autora do livro “Nós, Madalenas - uma palavra pelo feminismo”, ganhadora do prêmio Yvone Herberts pela ONU Mulheres e criadora de diversos projetos focados em gênero, inclusão e diversidade.
Cerratense, goiano, biólogo, cofundador do CineBaru têm interesse em diálogos e práticas decoloniais na educação, conservação da natureza e cultura.
Nascido e criado às margens do Rio Urucuia, técnico em Informática pelo IFNMG – Campus Arinos, graduando do curso de Cinema e Audiovisual do IFG – Cidade de Goiás. Preto, artista, norte-mineiro, documentarista, diretor, produtor cultural, desenvolve trabalhos freelancers como designer, social media, editor, marketing digital. Ativista pelas causas estudantis, pelo movimento negro e apaixonado pelo sertão.
Nasci mineira, me chamaram Simone, cresci fazedora da cultura.
Respira e se integra com a natureza e suas inúmeras possibilidades de viver a vida em presença e plenitude. Profissional de marketing há mais de 30 anos, professora de Yoga e terapeuta Ayurveda.
Quanto ao cinema, o olhar vem do coração. Com o que toca e nos move seguir a Jornada, é mais alma que técnica, é mais profundidade que estética, é mais amor que rigidez.
Um corpo em trânsito. Brasiliense, 1991. Ancestralidade baiana e pernambucana. Crescide nas ruas da cidade do Gama, jogando queimada e pique esconde. Já sonhou em ser jogadora de futebol. Tem formação na tradição oral, com as mestras e mestres de vida, dos terreiros e das estradas. Em especial na cultura do Samba Pisado, com o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (2009-2013 / 2016-2019), onde percebeu a importância política do encantamento ao enxergar o mundo através de um brinquedo tradicional.
João Gabriel Marins é um jovem artista que, através do vão do mundo chegou no sertão e lá fez morada. Foi no cinema aonde encontrou como tecer as histórias que conta e a se encantar com as vidas que busca.
Marcos Lobo é escultor cinematográfico, apaixonado pelo cerrado brasileiro.